Como adicionar um novo asset

Last updated: July 7, 2026

Criar um asset é o primeiro passo para começar a executar threat emulations sobre um ativo real do negócio. Um asset bem configurado permite obter resultados mais precisos, maior cobertura de testing e uma melhor priorização dos riscos.

Para criar um asset é necessário ter papel Owner ou Operator.

Antes de avançar, é importante considerar que a qualidade do testing depende diretamente das informações e do acesso configurado.

💡 Quanto mais contexto, documentação e acesso o asset tiver, melhores serão os resultados das emulações.


Passo a passo

Clique em + Add New Asset na seção Assets. O processo tem 3 etapas:

Passo 1 — General

Nesta etapa se define a identidade e o contexto do asset.

Informações básicas

  • Domain / URL

    Endereço do ativo (ex: https://app.minhaempresa.com)

  • Asset name

    Nome claro para identificá-lo (ex: Backoffice, API de pagamentos)

  • Test environment

    Ambiente onde está implantado: Development, Staging ou Production

  • Asset relevance

    Nível de criticidade do asset para o negócio. Permite priorizar o testing e focar as emulações conforme o impacto potencial.

2.0 (1).jpg

Contexto do asset (recomendado)

Descrever o funcionamento do sistema melhora significativamente a qualidade dos testes:

  • O que o asset faz

  • Fluxos principais

  • Dados sensíveis

  • Lógica de negócio relevante

  • Stack tecnológico e arquitetura (se aplicável)

💡 O contexto permite simular cenários de ataque mais realistas.

O que evitar

  • Incluir prompts do tipo "atue como pentester…"

  • Adicionar listas completas de endpoints (isso deve ir em arquivos anexos)

  • Fornecer contexto genérico que não agregue valor

👉 Manter o contexto claro e focado melhora a qualidade do testing.

Documentação técnica (recomendado)

É possível anexar arquivos que ajudem a entender o sistema:

  • Swagger / OpenAPI

  • Postman collections

  • Diagramas de arquitetura ou de fluxos

  • PDFs com documentação funcional

👉 É altamente recomendável incluir:

  • Lista completa de endpoints (via OpenAPI ou Postman)

  • Fluxos de negócio principais (ex: login, pagamentos, onboarding)

  • Descrição da arquitetura do sistema (microsserviços, APIs, integrações, etc.)

👉 Isso permite:

  • Identificar rotas de ataque mais complexas

  • Melhorar significativamente a cobertura do testing

  • Reduzir ruído e falsos positivos

  • Detectar vulnerabilidades que não são visíveis pela superfície

Sem essa informação, a cobertura do testing fica limitada e os resultados podem ser incompletos.


Passo 2 — Settings

Nesta etapa se configura como o agente vai interagir com o asset.

2.1 completo (1).jpg

Autenticação (recomendado)

Permite testar áreas protegidas do sistema.

Tipos suportados:

  • Usuário e senha

  • Cookies

  • Headers personalizados

💡 Sem autenticação, o testing se limita à superfície pública.

Recomendações

  • Usar credenciais de testing, não usuários reais

  • Para APIs, preferir autenticação por headers (Authorization)

  • Carregar múltiplas credenciais se houver diferentes papéis a avaliar

2.1.jpg

Acesso a ambientes privados

Se o asset não é público, é possível configurar o acesso por VPN. A Strike suporta os protocolos OpenVPN e WireGuard por padrão, o que permite avaliar sistemas internos ou restritos de forma controlada.

Restrições de testing

Permitem adaptar as emulações conforme o ambiente:

  • Rate limit: quantidade de requests por minuto

  • Schedule restrictions: horários em que os testes não devem ser executados

  • Test exclusions: categorias de testing a excluir

Exemplos:

  • DoS / stress testing

  • Força bruta agressiva

  • Testes destrutivos

👉 Especialmente útil para ambientes produtivos.


Passo 3 — Confirmation

Antes de criar o asset, é exibido um resumo completo da configuração:

  • Informações gerais

  • Contexto e documentação

  • Acessos configurados

  • Restrições

2.3.jpg

Uma vez confirmado, o asset é criado e fica pronto para começar as threat emulations.


Depois de criar o asset

Uma vez criado o asset, é necessário ativá-lo para começar o testing.

Ativação do asset

Para iniciar as threat emulations, o usuário deve:

  1. Clicar em Start testing

  2. Definir a profundidade do testing

  3. Configurar a recorrência

  4. Confirmar que as IPs da Strike estão na whitelist*

Uma vez completados esses passos, o asset inicia sua primeira execução.

💡 Importante: antes de ativar o testing, é necessário garantir que as IPs da Strike estejam corretamente habilitadas nos controles de segurança.

*Você pode consultar o detalhe das IPs na seção "Acesso e permissões necessárias" dentro do artigo Requisitos para uma emulação efetiva.

Considerações

  • O asset pode ser editado a qualquer momento

  • As mudanças impactam no próximo ciclo de testing

  • A qualidade do testing dependerá da configuração definida


Checklist antes de iniciar o testing

Antes de ativar o asset, verificar:

  • Contexto claro e relevante do sistema

  • Documentação técnica anexa (OpenAPI, PDFs, etc.)

  • Credenciais configuradas e válidas

  • Restrições definidas conforme o ambiente

  • Ambiente corretamente identificado (Development / Staging / Production)

  • Nível de criticidade definido

👉 Um asset bem configurado melhora significativamente a qualidade dos resultados.


Boas práticas

Definir corretamente o ambiente e a criticidade

Adicionar contexto claro do negócio

Incluir documentação técnica

Configurar autenticação quando possível

Revisar periodicamente novos assets detectados automaticamente pela plataforma

👉 Uma vez carregados os assets iniciais, a plataforma pode descobrir novos ativos de forma contínua por meio de capacidades de inteligência artificial que analisam e expandem a superfície de ataque. Revisá-los e gerenciá-los permite ampliar a cobertura do testing e reduzir pontos cegos.